Brasil

Desafios globais, moldando as necessidades

Mudanças climáticas

É um desafio reduzir o aquecimento global que provoca alterações no ambiente do mundo e, que irão afetar fortemente a sociedade nos anos que virão. A Yara identificou as alterações climáticas como uma das quatro necessidades em formação que são de grande importância para o seu negócio, bem como para a sociedade. A empresa está perfeitamente ciente de que precisa ajudar a combater a mudança climática através de suas próprias práticas empresariais, partilhando o seu conhecimento e fazendo uso da sua posição global.

Climate change

O aumento das temperaturas globais desafiam a capacidade do mundo de se desenvolver de forma sustentável. O clima afeta a todos os aspectos da vida, ameaçando o equilíbrio ecológico, desenvolvimento econômico, segurança alimentar e harmonia social. Por isso, esforços mundiais são necessários para reduzir o aquecimento global e seus efeitos através de novas fontes de energia e desenvolvimento de tecnologia.

Causas e Consequências

A mudança climática pode ser parte de processos naturais, mas o atual aquecimento global está agora sendo aceito como um amplo efeito da atividade econômica humana dentro da indústria, agricultura, geração de energia e transportes. Tudo isso é alimentado pelo crescimento demográfico e aumento do consumo, satisfeitas por maior produção da indústria, que resulta em emissões de gases com efeito de estufa (GEE), principalmente a partir da combustão de combustíveis fósseis. 

Expansão agrícola, incluindo a eliminação maciça de florestas, também desempenha seu papel. Apesar da busca por fontes renováveis de energia, a demanda tem alimentado o crescimento contínuo do consumo de petróleo, gás e carvão e os combustíveis fósseis continuam a ser a principal fonte de energia.  Mas, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de novas tecnologias de gestão e práticas de gestão em todos os setores estão sendo perseguidos, e tal questão não é menos importante na indústria e na agricultura.

 
O aumento das temperaturas, no entanto, vai obstruir a produção agrícola, retirando a capacidade dos países pobres de garantir o abastecimento alimentar. O aumento do nível dos mares forçará milhares a migrar e inundará terras de cultura produtiva. O derretimento das geleiras reduzirá o fluxo da água para algumas das áreas mais densamente povoadas do mundo, prejudicando a produção agrícola e a renda nacional. 

O aquecimento global ameaça o meio ambiente, a economia mundial, a estabilidade política e a sociedade em geral, e terá um profundo impacto sobre o equilíbrio ecológico e da biodiversidade, segurança alimentar, habitação humana, crescimento econômico e a segurança energética.

A Organização para a Alimentação e Agricultura da ONU (FAO) declarou que o aquecimento global "poderia se tornar uma grande ameaça para a segurança alimentar mundial, já que tem forte impacto na produção de alimentos, acesso e distribuição". Os países em desenvolvimento que dependem da agricultura enfrentam os riscos mais sérios e os pobres serão duramente atingidos. A região mais vulnerável à mudança climática é o Sub-Saara, na África, que hoje possui o mínimo de segurança alimentar.

A Yara e o clima

O setor industrial, incluindo a indústria de fertilizantes e a Yara, tem um papel importante a desempenhar na mudança do clima e também potencial para fazer a diferença. O mesmo vale para os principais clientes da Yara, os agricultores do mundo. A produção de fertilizantes utiliza intensivamente energia, sendo o gás natural o componente principal. Ao mesmo tempo, a agricultura moderna em si - independentemente do uso de fertilizantes minerais - é uma empresa de consumo de energia,  que contribui muito para o aquecimento global mas, com potencial para conter a evolução prejudicial.

De acordo com dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a indústria de geração de energia foi responsável por 25,90% das emissões globais de GEE, a indústria de 19,40%; 13,50% da agricultura e silvicultura 17,40%. A produção de fertilizantes usa apenas cerca de 1,20% do consumo mundial de energia, e é responsável por cerca de 1,20% das emissões globais de GEE, num total de 500 milhões de toneladas por ano.

Agricultura e a Yara estão, portanto, entre os principais contribuintes para as emissões de GEE e as mudanças climáticas. A produção agrícola, ao utilizar intensivamente energia, contribui para emissões significativas de três principais GEE: o dióxido de carbono CO2, metano (CH4) e o óxido nitroso N2O.  No entanto, estes podem ser reduzidos através de uma gestão eficiente dos sistemas agrícolas, gestão dos solos agrícolas orgânicos e a recuperação de áreas degradadas.

As emissões de GEE agrícolas anuais deverão aumentar por causa da demanda por alimentos e mudanças na dieta da população. Porém, melhores práticas de gestão, com melhoria da produtividade e tecnologias emergentes, podem permitir a redução das emissões por unidade de alimento ou proteína produzida. Segundo a FAO, as emissões de N2O agrícola são projetados para aumentar em 35% - 60% até 2030 por causa do aumento do uso de fertilizantes nitrogenados e produção de estrume animal.

Operando em uma indústria que utiliza intensivamente energia, a Yara percebe que precisa tomar a iniciativa de enfrentar o desafio climático. Ao alavancar o seu alcance global, a condução da indústria para o desenvolvimento de negócios sustentáveis e a criação de padrões globais de processos de produção e sistemas de aplicação, a empresa continuará a fornecer liderança. Agricultura moderna e eficiente exige um conhecimento agronômico considerável.

Na Yara, o serviço de consultoria em nutrição de plantas é prestado por equipes dedicadas de agrônomos que criam programas nutricionais ideais e específicos para cada cultura. Tudo isso com suporte de ferramentas especializadas na gestão de fertilizantes, tais como N-Tester, N-Sensor e Yara Plan. Tradicionalmente, os esforços da empresa  foram destinados a maximizar a produção e minimizar o impacto ecológico, agora a Yara também aconselha os produtores em como reduzir as suas emissões de GEE provenientes da fertilização das culturas.

Fertilizantes nitrogenados  e fertilizantes complexos perdem muito pouco nitrogênio, enquanto outros nitratos, como o nitrato de cálcio não têm emissões de amoníaco. A Yara também tem amplo conhecimento industrial ligado à produção de amônia e implementou as melhores práticas em matéria de eficiência energética e redução das emissões, incluindo o premiado catalisador de óxido nitroso. 

Através do seu negócio, a Yara pode ajudar a enfrentar o desafio global do clima. A empresa pode oferecer a expertise da indústria na produção de fertilizantes minerais, continuando seu desenvolvimento de tecnologias de redução e diminuição das suas próprias emissões, e oferecer conhecimentos agronômicos na aplicação adequada de fertilizantes, para obter melhores rendimentos no âmbito da agricultura sustentável.
 

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Outras fontes