Função dos elementos na produção de algodão


Função do Nitrogênio 

O nitrogênio é importante para promover o crescimento e fornecer uma alta produtividade. Ele garante ótima produção de fotossintatos nas folhas.

Esse nutriente é um componente integral de proteínas e é essencial para um crescimento saudável da cultura e do seu desenvolvimento fisiológico. É um componente-chave na clorofila, por isso influencia a capacidade de produção da planta. As necessidades de N para o desenvolvimento do capulho são parcialmente atendidas pelo N armazenado no dossel da folha.

O nitrogênio prolonga o período de crescimento da planta e aumenta o número de conjuntos de capulhos. Isso pode aumentar o tamanho do capulho (peso da semente de algodão por capulho), mas esse efeito é relativamente menor do que o efeito sobre o número de capulhos, de modo que, geralmente, ocorre um aumento do peso das sementes individuais em detrimento da porcentagem de fibras. Embora o N possa aumentar o número de sementes no capulho, esta não é uma ocorrência comum. O peso da fibra pode ser influenciado pelo suprimento adequado de nitrogênio.

O manejo de nitrogênio é especialmente importante na produção de algodão. Recomenda-se ter tanto um monitoramento de nitrogênio pré-cultura como durante a estação para controlar o suprimento e maximizar a eficiência do N aplicado. Pode ser prejudicial à produtividade e à qualidade ter um excesso de N durante os estágios vegetativos, assim como ter muito pouco N no final da estação.

 

Função do Fósforo 

O fósforo desempenha uma função importante nos processos de transferência de energia das células da planta e é necessário para o crescimento e desenvolvimento normais.

O algodoeiro não produz mais raízes em áreas com alto teor de nutrientes da mesma forma que os cereais, criando um desafio quanto ao melhor local para aplicar P de forma que as plantas absorvam com facilidade. Em geral, somente de 20 a 30% do fertilizante de P aplicado é consumido pela cultura no ano de aplicação. O fósforo restante será incorporado ao solo e poderá ser utilizado posteriormente.

O fósforo normalmente existe em duas “frações” no solo. Uma é a fração de liberação lenta em que o P  se encontra completamente imóvel e em compostos como o fosfato de cálcio. A fração de liberação lenta fornece P a outra fração, chamada de fração de liberação rápida e, dessa forma, a fração de liberação lenta fica esgotada com o tempo. A fração de liberação rápida fornece P à solução do solo de onde a planta obtém a sua nutrição.

A estratégia de nutrição deve repor o P extraído pela cultura todos os anos. Devido à imobilidade do P, é importante aplicar fertilizantes de P de tal forma que o maior volume possível de solo seja tratado, de modo que a aplicação a lanço é preferível às aplicações em fileiras. A incorporação pode também ser benéfica.

 

Função do Potássio 

Os algodoeiros absorvem grandes quantidades de potássio durante todo o período de crescimento.

O potássio está totalmente envolvido no metabolismo e nas relações entre a planta e a água, é um ativador de enzimas, mas não é um constituinte de quaisquer componentes conhecidos da planta. Comprovou-se que este nutriente está envolvido em mais de 60 reações enzimáticas e em muitos processos da planta como fotossíntese, respiração, metabolismo de carboidratos, translocação e síntese proteica.

O potássio equilibra as cargas de ânions e influencia sua absorção e transporte. Uma outra função importante é a manutenção do potencial osmótico e a absorção de água. Essas duas funções do K são manifestas em sua função na abertura dos estômatos. Um outro papel essencial do K é na fotossíntese, ao aumentar diretamente o crescimento foliar e o índice da área foliar e, portanto, a assimilação de CO2.

O potássio aumenta a translocação externa de fotossintatos da folha. No algodão, o K desempenha um papel especialmente importante no desenvolvimento das fibras. O potássio afeta a qualidade, o índice Micronaire, o comprimento e a resistência da fibra, reduz a incidência e a gravidade de doenças de murcha e aumenta o consumo de água. Os capulhos são grandes consumidores de K, de modo que a absorção pode chegar a 3,2 kg/ha por dia durante o período de intenso desenvolvimento do capulho. Cerca de 70% da absorção total de K ocorre após a primeira floração.