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January 09, 2026

Ciência no Campo: Projetos da Yara comprovam que a Agricultura Regenerativa é capaz de unir produtividade e redução de pegada de carbono

De: Yara Brasil

Yara comprova, com dados auditáveis em fazendas comerciais de café, que a agricultura regenerativa não é apenas uma necessidade climática, mas a estratégia financeira mais inteligente para o produtor rural moderno.


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Há uma revolução em curso entre as linhas dos cafezais brasileiros e ela promete ser grande. Enquanto o mundo debate metas climáticas e a urgência de reformular os sistemas de produção de alimentos, um grupo seleto de produtores, em parceria com a Yara, líder mundial em nutrição de plantas, decidiu antecipar o futuro. Eles transformaram suas lavouras em laboratórios a céu aberto para responder a uma pergunta de bilhões de dólares: é possível descarbonizar a agricultura, regenerar o solo e, ao mesmo tempo, aumentar a rentabilidade do agricultor?

A resposta, documentada nos relatórios finais da safra 2023/24 entregue aos agricultores, é um retumbante "sim". Os resultados obtidos nas Fazendas Recanto (MG), Santa Bárbara (MG) e São João de Cima (SP) e acompanhados de perto pela equipe da Yara, transcendem a teoria e apresentam números que desafiam as médias nacionais: redução de até 47% na pegada de carbono e lucros adicionais que ultrapassam a marca de R$ 17 mil por hectare.

Estes projetos não são iniciativas isoladas; eles são a materialização da ambição global da Yara. Como um importante player no mercado de fertilizantes, a companhia entende que o sistema alimentar precisa ser regenerado e que a escala é fundamental. Nas palavras de Svein Tore Holsether, Presidente e CEO da Yara International, "a agricultura regenerativa é parte essencial da solução", mas para que ela ganhe o mundo, "temos de colaborar em toda a cadeia de valor para torná-la comercialmente atrativa para os agricultores". Afinal, não existe sustentabilidade real, sem viabilidade financeira.

Para responder a esse chamado urgente, a Yara transformou a teoria em prática. Ao longo da safra 2023/24, a companhia conduziu projetos piloto rigorosos em cafezais de Minas Gerais e São Paulo, cujos resultados não apenas validam a eficácia agronômica das soluções regenerativas, mas provam que a sustentabilidade é, hoje, o melhor negócio para o campo.

 

O DNA da mudança: Um futuro alimentar positivo para a natureza

A estratégia da Yara vai muito além da venda de insumos. A companhia posiciona-se como uma parceira de conhecimento, guiada pela missão de "Cultivar um Futuro Alimentar Positivo para a Natureza". Esse posicionamento estratégico reconhece que a agricultura está sendo diretamente impactada pelas mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que exerce um papel central na construção das soluções.

Para operacionalizar essa visão, a Yara desenvolveu uma abordagem sistemática para a Agricultura Regenerativa, estruturada em cinco pilares fundamentais: Clima, Saúde do Solo, Uso de Recursos, Biodiversidade e Prosperidade. O objetivo central dos projetos piloto conduzidos no Brasil foi demonstrar como as soluções nutricionais da Yara, que incluem fertilizantes à base de nitratos com baixa pegada de carbono, ferramentas digitais e suporte agronômico especializado, impactam direta e positivamente cada um desses pilares.

A iniciativa envolveu mais do que apenas o uso dos insumos de baixo carbono da companhia, envolvendo a implementação do chamado "Manejo Yara" (baseado no programa nutricional Yara NossoCafé) e compará-lo rigorosamente, hectare a hectare, com o "Padrão Fazenda" (o manejo convencional adotado pelo produtor).

O monitoramento foi exaustivo com mais de 20 indicadores mensurados, como por exemplo, a pegada de carbono do grão de café verde (kg CO2eq/kg café), eficiência do uso do nitrogênio (NUE), bioindicadores de solo (BioAS) e retorno sobre o investimento (ROI).

 

Clima: Descarbonização como vantagem competitiva

O pilar climático trouxe talvez os dados mais importantes para o mercado internacional, cada vez mais exigente quanto à origem sustentável dos grãos. A pegada de carbono, medida em quilos de CO2 equivalente por quilo de café produzido (kg CO2eq/kg café), sofreu reduções drásticas com a adoção da tecnologia Yara.

O destaque absoluto foi a Fazenda Recanto, situada no bioma da Mata Atlântica, em Machado (MG). Lá, a adoção do programa nutricional reduziu a pegada de carbono da produção em impressionantes 47%. O índice caiu de 6,36 kg CO2eq/kg no manejo padrão para 3,34 kg CO2eq/kg com a Yara. Esse resultado demonstra de forma clara o impacto altamente positivo da adoção de um manejo nutricional correto e tecnicamente adequado.

A consistência dos resultados em diferentes geografias reforça a solidez do manejo adotado pela Yara. Na região do Cerrado Mineiro, a Fazenda Santa Bárbara (Monte Carmelo-MG) registrou uma queda de 32% nas emissões, baixando de 4,0 para 2,7 kg CO2eq/kg. Já na Fazenda São João de Cima, em Caconde (SP), a redução foi de 28%, saindo de 4,0 para 2,9 kg CO2eq/kg.

Esses números provam que a nutrição de plantas de alta eficiência é uma ferramenta climática poderosa, capaz de mitigar emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em todo o ciclo de produção, do plantio à colheita, impactando de modo decisivo a produção de alimentos.

A cafeicultura, muitas vezes pressionada pelas mudanças climáticas, mostrou que pode ser parte da solução. Os resultados não são apenas estatísticas ambientais; eles representam uma maior resiliência da lavoura frente a estresses climáticos e posicionam o café brasileiro em um patamar superior de competitividade global, onde a demanda por produtos de baixo carbono cresce exponencialmente.

 

A ciência do solo

Para a Yara, um solo saudável é aquele que sustenta a biodiversidade e previne a degradação. Para medir isso, os projetos piloto utilizaram tecnologias avançadas, como a bioanálise de solo (BioAS), desenvolvida pela Embrapa, que avalia a atividade de enzimas essenciais para os ciclos biológicos no solo.

Os dados revelam uma melhoria substancial na fertilidade química e biológica. Na Fazenda Recanto, o manejo Yara resultou em um aumento de 58% na concentração de fósforo (P), um nutriente crítico para o desenvolvimento radicular e energético da planta. Além disso, os bioindicadores de qualidade do solo mantiveram-se na classificação "muito alto" ao longo de toda a safra, evidenciando um ambiente radicular biologicamente ativo e resiliente.

Na Fazenda Santa Bárbara, a melhoria da fertilidade do solo foi sistêmica: os teores de fósforo subiram 38%; o cálcio, 12%; e o magnésio, 34%. Já na Fazenda São João de Cima, houve incrementos de 10% no fósforo e 14% tanto em cálcio quanto em magnésio, elevando também a saturação por bases em 13%.

Esses indicadores confirmam que a abordagem regenerativa da Yara não apenas "alimenta" a planta para a safra atual, mas constrói um patrimônio de fertilidade no solo para as colheitas e gerações futuras.

 

Eficiência de recursos

Em um mundo de recursos finitos, a eficiência é a chave da sustentabilidade. O pilar de uso de recursos focou em demonstrar como a tecnologia pode maximizar a produtividade por unidade de insumo aplicado, reduzindo desperdícios e riscos ambientais, como a lixiviação de nitratos.

Os ganhos de produtividade atrelados à eficiência do uso de Nitrogênio (N) foram extraordinários. O caso da Fazenda Recanto é emblemático: a produtividade saltou de 18 sacas/ha no manejo padrão para 35 sacas/ha com a Yara, um aumento de 95%. Isso foi alcançado com uma eficiência parcial do uso de nitrogênio 56% superior.

Na Fazenda Santa Bárbara, a produtividade cresceu 24% (de 26 para 33 sacas/ha), acompanhada por um aumento idêntico de 24% na eficiência do uso de N. Na Fazenda São João de Cima, os produtores viram um incremento de 21% na colheita (atingindo 41 sacas/ha) e uma melhoria de 25% na eficiência do nutriente.

Estes dados desmistificam a ideia de que a agricultura regenerativa é menos produtiva. Pelo contrário: a nutrição adequada permite intensificar a produção na mesma área, poupando a necessidade de expansão agrícola sobre habitats naturais, permitindo produzir de forma mais eficiente.

Por fim, é no pilar de Prosperidade onde a ambição da Yara de "melhorar os meios de subsistência dos agricultores" se torna tangível. Os projetos piloto analisaram o retorno sobre o investimento (ROI) para provar que o investimento em fertilizantes de alta eficiência e em sustentabilidade se paga e gera riqueza.

Na Fazenda Recanto, o salto de produtividade gerou um lucro líquido adicional impressionante de cerca de R$ 18 mil por hectare. Considerando a área total de café da propriedade (186 hectares), o potencial de ganho financeiro adicional supera a casa dos R$ 2,2 milhões em uma única safra. O ROI foi de 13,9 sacas por hectare para cada saca investida a mais.

Resultados robustos também foram vistos nas outras propriedades. A Fazenda Santa Bárbara obteve um lucro superior a R$ 8 mil por hectare , enquanto a Fazenda São João de Cima registrou um ganho líquido de R$ 3,3 mil por hectare, com um retorno financeiro de 3,54 sacas/ha.

As evidências técnicas das Fazendas Recanto, Santa Bárbara e São João de Cima não são apenas documentos técnicos; são provas tangíveis de que a agricultura brasileira está pronta para liderar a economia verde global. A Yara demonstra, na prática, que sua abordagem integrativa para a agricultura regenerativa entrega valor real no cultivo de café: ela regenera o ecossistema, combate a crise climática e enriquece o produtor rural, ao mesmo tempo em que cuida do futuro.

Ao integrar conhecimento agronômico, ferramentas digitais e fertilizantes de baixo carbono, a Yara reafirma seu compromisso de longo prazo com o país e com o planeta. A transição para um sistema alimentar positivo para a natureza já começou, e os resultados mostram que quem embarca nessa jornada colhe muito mais do que apenas café: colhe perenidade, eficiência e prosperidade.

 

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