Como a Yara lidera a descarbonização da cadeia global de batata
Por meio de colaborações estratégicas que unem ciência e tecnologia, a companhia redefine a sustentabilidade no campo, transformando a produção de um dos alimentos mais consumidos do mundo em um modelo global para a descarbonização da agricultura.
A agricultura moderna encontra-se em um momento de inflexão sem precedentes. Com a crescente pressão global para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, o setor agroalimentar, ainda responsável por uma parcela significativa das emissões globais de gases de efeito estufa, tornou-se tema essencial de uma transformação necessária. Para a Yara, líder mundial em nutrição de plantas, esse desafio não é apenas uma responsabilidade corporativa, mas a maior oportunidade de inovação do século. O foco é claro: descarbonizar a cadeia de valor alimentar de ponta a ponta, começando pela base de tudo, o solo. A batata foi uma das culturas escolhidas para ser o campo de prova ideal dessa revolução, servindo de base para parcerias que demonstram como a ciência dos fertilizantes pode alterar radicalmente o destino do planeta.
A ciência por trás da transformação
A produção de alimentos é um sistema complexo, e na cultura da batata, o impacto dos fertilizantes é determinante. Estima-se que a produção de fertilizantes e as emissões em campo representem cerca de metade da pegada de carbono média desse tubérculo. Consciente de que a nutrição de plantas é o principal alavancador para a sustentabilidade industrial de grandes processadores de alimentos, a Yara desenvolveu o portfólio Yara Climate Choice™ (YCC). Este portfólio não representa apenas um avanço incremental, mas uma mudança de paradigma na indústria de fertilizantes.
Os fertilizantes de menor intensidade de carbono da Yara são produzidos a partir de duas rotas tecnológicas principais. A primeira envolve a produção via amônia renovável, utilizando eletrólise da água alimentada por energia renovável ou a partir do gás natural renovável, processado, por exemplo a partir do biometano (RNG) o que pode reduzir a pegada de carbono entre 60 até 95% em comparação aos métodos tradicionais baseados em combustíveis fósseis. A segunda frente, essencial para atingir a escala de milhões de toneladas, utiliza a tecnologia de captura e armazenamento de carbono (CCS). A planta de Sluiskil, na Holanda, será o coração dessa operação a partir de 2026, com capacidade para produzir mais de um milhão de toneladas anuais de fertilizantes baseados em CCS, reduzindo as emissões do produto entre 35% e 75%.
O Brasil como vitrine global de Inovação
A jornada para a descarbonização da batata ganhou um capítulo decisivo no Brasil, um grande player do agronegócio mundial. O que começou como uma iniciativa robusta na Europa em 2024, envolvendo 1.000 fazendas, foi expandido e adaptado para o solo brasileiro em 2025. O anúncio realizado durante a COP30 consolidou parcerias com gigantes como a PepsiCo para levar fertilizantes de menor intensidade de carbono às áreas de cultivo de batata no país.
Resultados de campo: Onde a teoria encontra a produtividade
A autoridade da Yara na descarbonização é sustentada por dados concretos obtidos em condições reais de cultivo. Em novembro de 2025, o evento Demo Farm, realizado pela PepsiCo, demonstrou a superioridade do manejo nutricional personalizado da companhia. O projeto que abrangeu diversas áreas com a meta de colher até 4.000 toneladas de batatas com menor pegada de carbono, revelou que a sustentabilidade e a rentabilidade caminham juntas.
Os resultados de campo mostram uma clara superioridade do manejo nutricional personalizado da Yara em relação às práticas convencionais. As áreas tratadas com as soluções da Yara apresentaram:
- Índices de NDVI superiores, indicando plantas mais saudáveis e com maior capacidade fotossintética, o que aponta para maior eficiência do uso de nitrogênio pelas plantas, com vegetação visivelmente mais verde e vigorosa. NDVI é a sigla para Normalized Difference Vegetation Index, ou em português Índice de Vegetação por Diferença Normalizada. Trata-se de um índice usado para avaliar a saúde e o vigor da vegetação, muito comum em agricultura de precisão, sensoriamento remoto e monitoramento ambiental.
- Eficiência Temporal: Mesmo com uma diferença de três dias no plantio das Demo Farms em relação ao manejo convencional do agricultor, as áreas sob gestão Yara demonstraram desenvolvimento superior
- Melhoria na qualidade e quantidade de tubérculos, evidenciando que a redução de emissões não compromete a produtividade industrial. As amostras colhidas até o momento para controle demonstram batatas de maior tamanho e qualidade final superior.
Vale lembrar que o programa nutricional Yara GranBatata foi o alicerce desses resultados, focando na eficiência do uso de nitrogênio (NUE) para minimizar perdas e maximizar a absorção pela planta. Com a combinação de práticas agrícolas regenerativas e fertilizantes de alta eficiência o agricultor ganha em produtividade, rentabilidade e sustentabilidade.
A descarbonização não acontece de forma isolada. A Yara compreende que o agricultor é o protagonista desta jornada e, por isso, integra seus produtos a um ecossistema de suporte digital e técnico. Para garantir a rastreabilidade e a precisão exigidas pela indústria de alimentos, a Yara utiliza ferramentas de agricultura de precisão, como:
AtFarm: Plataforma de imagens de satélite que permite monitorar o desenvolvimento da cultura em tempo real e aplicar fertilizantes de forma variável.
MegaLab: Análises laboratoriais de solo e tecido vegetal que garantem que a planta receba exatamente o que precisa, no momento certo.
Cool Farm Tool: Utilizada para estimar as reduções de gases de efeito estufa e o uso de água no campo, garantindo métricas confiáveis para o cultivo.
Escalando o impacto: O caminho para 2030
A ambição da Yara vai além dos projetos-piloto. A empresa está se preparando para uma escala massiva, aumentando ainda mais a presença de mercado de fertilizantes do portfólio Yara Climate Choice™. Essa aceleração é impulsionada pela necessidade urgente dos parceiros da cadeia de valor em reduzir suas emissões de Escopo 3. Estima-se que a demanda por fertilizantes de menor intensidade de carbono possa atingir 25 milhões de toneladas até 2030, à medida que a indústria de alimentos busca cumprir suas metas climáticas baseadas na ciência.
O projeto de descarbonização da batata no Brasil foi posicionado pela Yara como uma vitrine estratégica durante a COP30. A iniciativa demonstra que o país tem o potencial de liderar a agricultura regenerativa em escala global, unindo a força do seu agronegócio com o compromisso de atingir o Net Zero até 2050. No Brasil, a colaboração da Yara com PepsiCo fortalece a saúde do solo e amplia a adoção de tecnologias de nutrição mais eficientes, servindo de exemplo para outros mercados e culturas.
A facilidade de adoção é um diferencial competitivo crucial. Os fertilizantes Yara Climate Choice™ são soluções "plug-and-play": oferecem a mesma alta qualidade e base de nitrato que os agricultores já conhecem, sem exigir mudanças nas práticas agrícolas, nos maquinários ou na logística existente. É a descarbonização sem fricção, permitindo uma transição rápida e econômica para os produtores.
Protagonismo e parceria: O agricultor no centro
Um ponto fundamental na estratégia da Yara é o apoio ao agricultor. A transição para uma agricultura de menor intensidade de carbono envolve custos e riscos que não podem ser suportados isoladamente pelo produtor. Por isso, a colaboração com processadores de alimentos é desenhada para garantir que os meios de subsistência no campo não sejam afetados, com o suporte técnico constante das equipes de agronomia da Yara.
No Demo Farm de 2025, ficou evidente o entusiasmo dos produtores brasileiros com soluções agrícolas capazes de aumentar a produtividade com mais sustentabilidade. A Yara não está apenas vendendo fertilizantes; está construindo um ecossistema de confiança onde a inovação é a ferramenta para proteger o planeta e garantir a segurança alimentar global.
A Yara continua a pavimentar o caminho para um futuro alimentar descarbonizado, provando que, do solo ao consumidor, cada grama de carbono evitada é um passo em direção a um mundo mais sustentável. A revolução está em curso, e ela começa com a nutrição de plantas que respeita os limites da natureza e potencializa a força do campo.
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